Drones para fotografia e vídeo ganham versões mais acessíveis



Se até pouco tempo os drones pareciam ser algo distante para a maioria das pessoas, eles se tornam mais acessíveis e já são vendidos no Brasil aos interessados em utilizá-los no universo da captura de vídeo e fotografia. Para os aficionados por tecnologia de ponta dispostos a desembolsar uma quantia em torno de R$ 2,6 mil é possível obter um veículo não tripulado para a captura de imagens nas alturas.

Os multicópteros, como são chamados os drones de pequeno porte apresentados na feira de fotografia PhotoImage Brasil, que acontece no Expo Center Norte, em São Paulo, até esta sexta-feira (30), começam a se tornar objeto de desejo de fotógrafos profissionais e amadores. Antes os amantes do aeromodelismo eram o principal mercado consumidor, segundo Guilherme Barbosa, representante da fabricante chinesa Dji no Brasil. Nos últimos meses os multicópteros começaram a ser comprados por fotógrafos que querem dar o primeiro passo em captação aérea de imagens e por amadores como um novo "hobby". No exterior eles já colaboram com grandes produções cinematográficas, como nas gravações do próximo filme "Transformes", conta Ting Liu, diretor de vendas para a China.
Um dos modelos mais baratos oferecidos no mercado brasileiro é o Phantom da chinesa Dji. Ele tem 4 hélices, pesa 1 kg, e foi feito para carregar câmeras da fabricante Go Pro, equipamentos pequenos de captura de vídeo e foto que pesam aproximadamente 74 gramas e medem 6 centímetros no lado maior. Este é um dos principais fatores para se levar em conta na hora de adquirir um 'drone' para fotografar, eles foram desenhados para tipos específicos de câmera.
Antes de desenvolver os modelos apresentados na feira no Brasil a fabricante chinesa Dji realizou uma pesquisa dos equipamentos fotográficos mais comuns nos mercados prioritários. Além do modelo para a Go Pro, a Dji comercializa outros dois tipos de multicópteros específicos para a linha NEX da Sony, e GH3 da Panasonic. Os custos são bem maiores, ultrapassam US$ 8 mil. Até o final do ano outro modelo que suportará a Canon 5D será comercializado por mais de US$ 15 mil.

Estabilidade
O que faz a diferença no preço final é o sistema de estabilização, que funciona para garantir que as imagens não fiquem tremidas mesmo com as variações que o multicóptero pode sofrer enquanto está voando.
A bateria do modelo testado pelo G1 dá uma autonomia de voo de 5 a 8 minutos, dependendo do peso da câmera acoplada. Os drones são guiados por um controle similar aos modelos usados no aeromodelismo. Na mão esquerda controlamos a aceleração e o leme, que faz a rotação no próprio eixo; na direita controla-se a inclinação do equipamento durante o voo.
Segundo Guilherme Barbosa não há como o drone se perder, o limite de altura e distância é percebido no olho, o controlador tem sempre que estar atento para a 'frente' do drone. Caso não seja possível perceber isto há um sistema dentro dele chamado RTH (return to home), algo como 'de volta para casa', ativado durante a pré-inicialização do aparelho quando o gps identifica a origem do voo.
Legislação

No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é responsável por regulamentar quem pode usar comercialmente aviões não tripulados e remotamente controlados. A entidade está trabalhando em legislação que permita o uso civil dos drones, tanto para indústria como para a sociedade, o que, atualmente, só pode ser feito com autorização. O uso pessoal de um pequeno drone para lazer, em regiões afastadas ou de baixa altitude não possui restrições.

Na prática, apesar da pressão de empresas do setor, apenas duas unidades de grande porte da Polícia Federal e dois modelos menores, particulares, são autorizados a operar no Brasil após terem recebido um Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), da Anac. O documento é expedido após uma avaliação do projeto técnico e de aeronavegabilidade, atestando as condições de segurança da aeronave.
Tanto as normas da Anac quanto as da Aeronáutica proíbem totalmente o voo de drones sobre cidades, devido ao risco de colisões com helicópteros ou aviões e de acidentes. Os voos precisam ser comunicados à FAB com antecedência de 15 a 30 dias.

Fonte: G1

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