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Vale a pena comprar um smartphone 'top' assim que ele é lançado?

Por vezes, marcas identificam falhas em funcionalidades, aplicativos e componentes em smartphones recém-lançados somente depois que eles chegam as mãos do usuário. Isso já aconteceu até com os tops de linha mais badalados do mercado hoje.



O iPhone 5S, por exemplo, teve deficiência de bateria admitida pela própria Apple. O Samsung Galaxy S4 também enfrentou o mesmo problema.
Nesses casos, os primeiros compradores dos aparelhos são os mais prejudicados.
"A tecnologia inovadora está sujeita à evolução. Geralmente, ela é lançada de forma prematura por questões relacionadas basicamente ao mercado e à corrida pela inovação tecnológica", explica José Lúcio Balbi de Mello, diretor da Ledcorp, empresa especializada em mobilidade e inteligência corporativa. "Como essa corrida é determinante para se demarcar território, os fabricantes preferem correr o risco de ter um produto com 'falhas técnicas' conhecidas, do que perder o posto de alta tecnologia para o concorrente".
Porém, ele afirma que no caso de problemas de aplicativos, a atualização é bem mais simples devido à possibilidade de se corrigir as falhas de programas mesmo depois de lançados no mercado. "Para falhas físicas como bateria, GPS, bluetooth, entre outros, esta correção é feita durante a evolução dos lotes subsequentes, caso o custo do produto justifique tal ação", conta.
Para José Lúcio, os cuidados que o usuário deve ter nessa hora é evitar comprar o que não precisa ou não usa. "Caso precise inovar por 'status' ou questões profissionais, esteja preparado para ser um 'testador' de tecnologia, com todo o risco de usufruir primeiro as facilidades dos 'tops de linha' ou se irritar com uma 'funcionalidade que não funciona'", expõe.
Early adopter
Júlio Fábio Chagas, diretor de Estratégia e Marketing da MC1, empresas de soluções de mobilidade, avalia que ser um early adopter de tecnologia tem dois lados da moeda: "Ter acesso à novidade antes da maioria das pessoas, mas também os possíveis primeiros ônus antes dos outros".
Ele propõe que se a novo modelo desejado de smartphone não for fazer falta, que se espere até que a nova versão demonstre eficiência. Mas caso isso não seja possível, o especialista sugere que o usuário conheça antes de adquirir o celular inteligente a política de devolução da loja ou do fabricante e o plano de lançamento de patchs (correções) do fabricante.
"Fabricantes renomados e reconhecidos pelo respeito ao usuário, tais como Apple e Samsung, preferem amargar um recall a ter sua marca vinculada à insatisfação generalizada de seus usuários. Por isso, o risco de possível prejuízo financeiro ao usuário, devido a problemas com o novo modelo ou versão, é quase nulo", explica.
Já para Daniel Bevilacqua, diretor de TI da Tritone Interactive, agência de soluções digitais, problemas em produtos são comuns, qualquer um que seja. "O importante é escolher marcas sérias que oferecem um serviço de suporte e garantia. Um bom exemplo é a Apple, que normalmente oferece recall de produtos que tiveram algum problema, como foi o caso do iPod Nano, onde os usuários puderam receber novos aparelhos", lembra.
O especialista, porém, também recomenda esperar os primeiros meses para saber o feedback do mercado sobre o produto antes de adquiri-lo.
Fonte: Yahoo

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