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Robôs usam fogo e lâminas para aniquilar rivais na Campus Party

Dois robôs entram, só um sai”, grita enlouquecida a multidão de jovens em volta da arena onde ocorre o "Submarino Ultimate Robot Combate", realizado na Campus Party 2014, em São Paulo. Esse é o primeiro campeonato do gênero que o evento recebe.






Nas disputas, em que os robôs tentam nada menos do que aniquilar o adversário, vale tudo: atirar o rival longe, incinerá-lo com lança-chamas, atacá-lo com pinças e martelos e serrá-lo ao meio. O golpe mais usado, porém, é o clássico: se chocar contra o oponente até que pare de funcionar.

Os embates duram três minutos. Os pontos são conferidos por três juízes que acompanham a partida com o auxílio de computadores, para poderem reprisar as cenas da partida. Como em uma luta de boxe, eles analisam quais ataques devem conferir pontos aos competidores ou não. Trombadas, arremessos e nocautes (danificar o adversário internamente) contam pontos.



Assim como no boxe, os robôs que entram na arena passam por uma pesagem. Pertencentes à categoria “peso médio”, devem pesar até 55 quilos. Oito equipes foram selecionadas para participar pela Robocore, companhia que vende equipamentos para montagem de robôs. São formadas por pesquisadores, competidores profissionais e universitários – a PUC-RJ participa com dois times.

O campeonato começou nesta segunda-feira (29) e vai até sábado (1º), quando ocorrerá a grande final. O campeão, como grita a torcida, será aquele que sobreviver à arena. Levará para casa R$ 10 mil, além de uma viagem ao Vale do Silício, na Califórnia (EUA).

Já houve momentos que levaram os campuseiros ao delírio. Na primeira partida, o robô General 1 arremessou longe o seu adversário, Malone. Depois, com requintes de crueldade, incinerou-o com seu lança-chamas.

Na segunda batalha desta quarta-feira (30), os robôs Toro e Tecnobit se chocavam com tanta intensidade que chegavam a produzir faíscas. Segundo o chefe de segurança do campeonato, esse é o maior perigo, pois os robôs são movidos a baterias de alta voltagem e impactos que gerem faíscas como esses podem causar incêndios.

Ao ver essas disputas, é inevitável não lembrar do episódio do seriado “The Big Bang Theory” em que Sheldon Cooper desafia com seu robô o temível “Matador”. O brasileiro General 1, porém, já derrotou o Matador em abril de 2013, durante o campeonato mundial.

Antes da partida, celebridades da web que apadrinham as equipes participantes esquentam o show com uma troca bem humorada de provocações. "Já vai sair de maca? Inacreditável!", brincou o padrinho do robô Exorcista quando o time do rival, Firester, entrou na arena para fazer reparos.

O outro padrinho devolveu: "Olha lá. Sua equipe já está até reforçando o robô". "A gente tá tirando peça para ficar igual ao seu", rebateu. A brincadeira não parou. "Ele tá passando fita crepe no robô", disse o padrinho do Firester. "O que importa é o que tem dentro", apelou para o sentimentalismo o padrinho do Exorcista.

Fonte: G1



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