Brasil perde quase 500 mil linhas móveis em agosto



Dados da Anatel indicam que o Brasil terminou Agosto de 2016 com 252,1 milhões de celulares, 492.357 linhas a menos em comparação ao mês anterior. A queda é toda em linhas pré-pagas, cuja participação no mercado caiu de 74,28% em agosto de 2015 para 69,90% em agosto de 2016. E em sua grande maria em chips GSM, embora a fatia do 3G também esteja encolhendo mês a mês.

Isso está relacionado com dois fenômenos: o aumento de uso de smartphones com tecnologia 4G e o uso crescente e mensageiros eletrônicos.

Uma pesquisa divulgada hoje pela consultoria Deloitte na Futurecom comprova que cada vez menos as pessoas usam telefones celulares para falar ao telefone. A pesquisa ouviu 53 mil pessoas este ano, em 31 países (2 mil delas no Brasil) e 79% delas apontam as mensagens instantâneas como principal uso dos smartphones. Apenas 61% indicam as chamadas de voz (gráficos abaixo)

Oito em cada dez brasileiros já carregam consigo smartphones, um crescimento de três pontos percentuais em relação aos 77% apurados pela edição 2015 da pesquisa Mobile Consumer Survey. E 37% dessas pessoas que possuem smartphones conferem suas mensagens instantâneas no meio da madrugada; 28% as respondem.






Entre as operadoras, a Vivo lidera o crescimento, com adições líquidas de 87,5 mil celulares em agosto. A Tim perdeu 70 mil linhas, a Oi 201,8 mil e a Claro 335,9 mil.

Segundo a análise da consultoria Teleco, o desempenho apresentado pelas operadoras de celular em agosto é muito semelhante ao apresentado no acumulado dos primeiros oito meses do ano. No acumulado de jan-ago/16, a Vivo apresentou adições líquidas de 1,1 milhões de pós-pagos, mais que a TIM (521 mil), a Claro (451 mil) e a Oi (429 mil).

A operadora líder foi também a que menos perdeu linhas no pré-pago, no acumulado de jan-ago/16: 900 mil linhas. Bem menos que as perdas apresentadas por Oi (-1,4 milhão), Claro (-2,7 milhões) e TIM (-3,2 milhões).

Ao todo, em 12 meses, foram canceladas quase 28 milhões de linhas móveis no país. Embora tenha apresentado retração de base de 9,78%, percentualmente maior que a da Oi (5,97%). A operadora que apresentou a maior perda de acessos em um ano foi a TIM (Telecom Italia), com encolhimento de 13,45%. Seguida da Claro (Telecom Americas), com -10,57%.

Fonte: IDGNOW

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